segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Novidades

Então...

Não sabia se já era hora de contar as novidades, mas sinto que devo compartilhá-las. De repente elas podem ser úteis a alguém, sabe-se lá, não é?

Em dezembro comecei a sentir uma dormência estranha nas mãos e na boca. Fora a dormência, também veio uma dor de cabeça horrível, que literalmente tira meu sono até hoje (não sei mais o que é dormir direito há dois meses). Procurei meu neurologista e relatei tudo o que estava acontecendo. Ele aumentou a dosagem do remédio que tomo e pediu para que eu continuasse observando. 
Nossa, como o tal do Depakote me fez mal. Aliás, ainda faz. Não paro de sentir náuseas, por vezes, chego a vomitar. Além disso, não apresentei muitas melhoras não.

Depois de muita conversa com o neuro, ele admitiu que, PROVAVELMENTE  (especulações apenas, não dá pra ter certeza de nada por enquanto) as dormências e a dor de cabeça podem ser por conta dos angiomas (tenho três, lembram? De início achavam que só havia um, mas depois dessas máquinas de RM mega sofisticadas, descobriram mais dois).
Nessa mesma conversa, o neurologista disse que na cidade em que moro seria mais difícil de operá-los, já que em outras cidades (São Paulo, por exemplo), há equipamentos mais modernos, trazendo assim, mais segurança para a cirurgia e minimizando os riscos de possíveis sequelas.

Foi difícil (não sei se cabe explicar aqui o porque das minhas dúvidas e inseguranças, melhor deixar pra lá), mas resolvi consultar o médico que me foi indicado. Pelo que li, a experiência dele com angiomas é vasta. 
Também procurei conhecer pessoas que foram operadas com esse médico, e, felizmente, só ouvi elogios sobre ele. 
Informação é poder (clichê, né) e essas conseguiram me deixar bem mais seguras.

Estou indo à São Paulo dia 04/03 e no dia 05/03 já tenho uma consulta com o mesmo. Prometo que volto aqui para passar a opinião sobre o médico e o contato dele. (Fica chato indicar alguém que nem conheço ainda, acho)


Conto com as vibrações positivas de vocês :)))


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Angioma Cavernoso do Sistema Nervoso Central (Angiomas, Cavernoma)

O angioma cavernoso também é conhecido como malformação cavernosa, hemangioma cavernoso, cavernoma ou malformação arteriovenosa criptogênica. Pode estar localizado no encéfalo (cérebro e cerebelo), medula espinhal e nervos cranianos. É uma doença relativamente rara, com incidência na população de 0,5 a 0,7%.
Acredita-se que na maioria das vezes estas lesões sejam congênitas, no entanto sabe-se que podem aparecer depois do nascimento, especialmente em casos de irradiação cerebral. Os angiomas cavernosos em 16 a 33% dos casos apresentam-se múltiplos e nestes há uma grande associação com a herança familiar.
A ausência de tecido nervoso normal no meio destas lesões é o que as diferencia de outras malformações como telangiectasias, malformações arterio-venosas (MAV) e angiomas venosos. A Ressonância Nuclear Magnética é bastante sensível e específica para se fazer o diagnóstico, diferenciar de tumores e programar a cirurgia. No entanto, após um sangramento agudo a identificação do angioma cavernoso pode ser difícil; o inchaço associado ao sangramento costuma desaparecer em 4 a 6 semanas, este é portanto o tempo adequado para se repetir uma Ressonância em caso de dúvida.
Geralmente, os angiomas cavernosos não causam sintomas. Quando os fazem, não costumam causar risco de vida devido ao baixo fluxo sanguíneo destas malformações vasculares. Há três principais tipos de manifestação clínica:
1.     crises epilépticas;
2.     dor de cabeça e dano neurológico progressivo
3.     sangramento no sistema nervoso (cerebral, cerebelar ou medular) com dano neurológico súbito
É importante conhecer a chance de sangramento destas lesões para que se possa programar o tratamento. Vários fatores incluindo idade, sexo, localização, tamanho, multiplicidade e forma de apresentação clínica tornam complexa a avaliação do risco de hemorragia, mas de uma forma geral, varia de 0,25% a 3,8% por ano.
Aparentemente existe um maior risco de hemorragia após o primeiro evento: 4,5% a 23%. Mulheres parecem apresentar maior risco de hemorragia, principalmente durante a gravidez devido às mudanças hormonais. Outro possível fator de risco é a idade, com maior probabilidade de sangramento em jovens.
Outro fator importante a ser considerado é o risco de um paciente com angioma cavernoso apresentar crises epilépticas (convulsão) que pode variar de 1,5% a 4,8% ao ano.
Quase todos os pacientes sem sintomas devem ser observados, pois eles podem assim permanecer por tempo indefinido, e se ocorrer uma hemorragia, geralmente é pequena e sem grandes danos neurológicos. O tratamento conservador também é relevado se a malformação estiver associada com epilepsia bem controlada clinicamente, e se o paciente for idoso ou não apresentar condições clínicas para o tratamento cirúrgico, ou se o paciente apresentar múltiplos angiomas e a lesão sintomática atual não puder ser determinada. Se a malformação estiver localizada em região crítica do cérebro, e o paciente apresentar apenas uma hemorragia ou sintomas mínimos o tratamento conservador também pode ser considerado. No tratamento conservador, sugere-se acompanhamento clínico e radiológico com Ressonância Magnética a cada 6 meses por 2 anos e se a lesão permanecer estável, pode-se ampliar o intervalo para 1 ano.
As lesões que causam sintomas devem ser tratadas agressivamente visto o alto índice de recorrência e os resultados positivos da cirurgia levando a maior expectativa e melhor qualidade de vida. Em pacientes com história curta e benigna de epilepsia, a remoção do angioma cavernoso e do hematoma adjacente está associada a alta taxa de sucesso no controle de crises epilépticas. Pacientes com sangramentos recorrentes também são geralmente submetidos à cirurgia. Em ambas situações o tratamento conservador pode ser considerado quando a lesão está localizada em uma região com grande risco cirúrgico.
Tratamento com radioterapia ou radiocirurgia não deve ser considerado, pois não há evidência de benefício e portanto não compensam as complicações envolvidas nesses procedimentos.
 
 
Fonte: http://www.amato.com.br/consultorio-medico/content/angioma-cavernoso-do-sistema-nervoso-central-angiomas-cavernoma
 
 

domingo, 30 de outubro de 2011

Doença de Addison

Olá, queridos!

Quanto tempo! Vim partilhar um pouquinho da minha vida com vocês.
Primeiro lugar, como sempre, adoraria agradecer pelos e-mails, conversas de msn... tenho feito amizades preciosas através do blog. Algumas, posso dizer, gostaria de levar para o resto da vida.

Como falei no último post, entreguei o TCC em junho. E amém, deu tudo certo. Defendi o aborto de fetos anencéfalos (êêê assunto que rende discussão, né? fiquem à vontade pra comentar, caso queiram) e minha nota foi dez. Foi muito gratificante ver que tanto esforço, tanta dedicação, foram reconhecidos assim.

Mas não é disso que quero falar. Após minha conclusão de curso comecei a sentir dores abdominais. Fui em vários médicos e, apesar de muitos exames, ninguém conseguia descobrir o que eu tinha. Os sintomas se agravavam (dores, náuseas, anemia, pressão muito baixa), fui internada diversas vezes e até biópsia da médula óssea tive de fazer, já que desconfiavam de linfoma. Amém que o resultado deu negativo. No fim das contas, depois de 3 meses de pesquisa, descobri ser portadora da Doença de Addison. Trata-se de uma doença auto-imune, que ocorre quando as supra-renais param de fabricar um hormôniozinho chamado Cortisol. O tratamento? Simples, apenas a reposição hormonal. Mas é pro resto da vida, infelizmente. Ou seja, somando com o angioma (que também faço tratamento tomando Depakote 2x ao dia), agora tenho mais algo que requer cuidados constantes.

Conversando com um amigo, ele me indagou porque não faço o requerimento para receber esses remédios pelo SUS, já que são medicações que terei que tomar para o resto da vida. Bom, eu tenho plano de saúde e, felizmente, as condições atuais não me fazem recorrer a tal Sistema. Se um dia precisar, ótimo, não hesitarei. Agora prefiro dar a oportunidade à pessoas que talvez não a tenham tanto. Não sei das condições de vocês, mas fiquem cientes de que é um direito que o Estado os dá. Segundo o artigo 6º da Constituição Federal:

"Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição."

Já é tarde e tenho que ir deitar. Apenas quero que saibam que não esqueci nosso cantinho. E que procurarei atualizações para postar aqui. Ah, toda ajuda é de muito valor =) quem quiser me adicionar no msn e me ajudar a procurar novas informações: nalinhazip@hotmail.com (relevem, eu fiz esse msn quando tinha 15 anos, pré adolescente total hahahaha)

Beijos.
E força, pra todas nós!






segunda-feira, 4 de abril de 2011

Como vão, queridos e queridas?

Estou em falta com vocês, eu sei. Não justifica, mas me formo em julho e estou na correria com o TCC.
Além disso, vocês sabem a dificuldade em achar fontes atualizadas e confiáveis para o nosso cantinho.

Bom, só gostaria de ratificar que estou aqui caso precisem: nalinhazip@hotmail.com

Anália

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Algumas explicações e UM PEDIDO

Em primeiro lugar, muitomuitomuitomuito obrigada por tudo. Fico imensamente feliz com os comentários, e-mails e conversas que tenho tido com alguns de vocês no MSN. Fico grata por poder ajudá-los de alguma maneira e também por poder me ajudar, por descobrir com cada um de vocês mais um pouco sobre os angiomas.

Não tenho atualizado o blog há alguns meses porque não tenho encontrado informações novas e que possam ser relevantes para o nosso espaço, mas conto com a ajuda de vocês. Se virem algum texto, artigo ou até uma notinha de poucas linhas, é só enviar para nalinhazip@hotmail.com

Caso queiram conversar sobre angiomas, me disponho totalmente, é só me add no msn, o e-mail é o mesmo acima (Mas enviem um e-mail antes avisando que irão adicionar, ok? Não costumo aceitar todo mundo que me adiciona, então preciso que avisem de onde me conhecem).

No mais, as coisas vão bem por aqui. Sofri um acidente há um pouco mais de dois meses e tive uma hemorragia no local em que se encontra o angioma, mas já estou bem.

Obrigada por tudo,

Anália

Se quiserem falar comigo pelo twitter também, é só clicar aqui!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mulheres com angiomas podem engravidar?

"Enfocando os sintomas relacionados aos angiomas cavernosos, os mais frequentes em ordem de freqüência são: epilepsia, cefaléia e déficit focal; todavia, estima-se que cerca de 25% dos acometidos serão assintomáticos9,16.

Esta condição aparentemente não tem preferência sexual, exibindo uma incidência similar tanto em homens como em mulheres13. Todavia, a ocorrência de sangramento parece ser expressivamente maior em mulheres. Em uma série estudada por Robinson e col. dentro do grupo dos pacientes com hemorragia intra-parenquimatosa, 86% eram mulheres, algumas gestantes. Há sugestões de que mudanças endocrinológicas manifestas no primeiro trimestre da gestação, promovem um aumento da proliferação vascular predispondo ao sangramento nestas pacientes.

Em um interessante estudo francês, enfocando a incidência de infartos isquêmico ou hemorrágico durante período gestacional, as taxas se assemelharam: 4,3/100.000 e 4,6/100.000 respectivamente, sugerindo que gravidez pode aumentar o risco de hemorragia cerebral nestas pacientes. Aliás, ruptura de malformações vasculares foi a segunda causa (37%) de hemorragia intra-parenquimatosa precedida de eclâmpsia8,18.

Um aspecto importante deve ser considerado quando se tratarem de pacientes jovens que demonstrem interesse em engravidar. Gravidez, conforme já salientado, aumenta o risco de complicações, particularmente de hemorragia cerebral e muito provavelmente, nem todas terão a boa sorte exibida por NMB. Por isso, métodos eficazes de contracepção deveriam ser sugeridos e a adoção como solução para o instinto de maternidade."


Fonte: http://www.neurologia.ufsc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=57:multiplas-malformacoes-vasculares-mimetizando-neurocisticercose&catid=3:artigos&Itemid=10

sábado, 24 de outubro de 2009

Craniotomia

A craniotomia é uma abertura cirúrgica do crânio, com o objetivo de se obter acesso às meninges ou à massa encefálica. Após uma série de trepanações, utiliza-se uma serra de Gigli para que o osso entre os furos seja serrado, e então a área óssea delimitada pelas trepanações é retirada, dando acesso imediato à dura-máter.

O tamanho e localização das craniotomias variam de acordo com o objetivo e estrutura a ser abordada. As craniotomias de pacientes vítimas de trauma crânio-encefálico, por exemplo,variam com o tamanho do hematoma a ser drenado e a necessidade de descompressão do tecido cerebral - variam de trepanações únicas para hematomas localizados até as ditas craniotomias descompressivas para tumefações cerebrais difusas.

Atualmente, vêm sendo empregadas craniotomias pequenas para algumas lesões profundas (como tumores) e cirurgias de aneurisma cerebral ("Key-hole surgery").


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Craniotomia